Setor de construção atinge seu maior valor de mercado da história em novembro

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Setor de construção atinge seu maior valor de mercado da história em novembro Fonte: InfoMoney, 25 nov. 2019 O setor de construção civil brasileiro atingiu seu maior valor nominal (não ajustado pela inflação) de mercado no dia 21 de novembro deste ano, chegando a R$ 42,4 bilhões, uma alta de 167,85% em relação ao que foi registrado no mesmo período do ano passado. Os dados são da consultoria Economatica. Dentre as empresas que compõem o segmento, a Cyrela é a de maior valor de mercado, com R$ 10,5 bilhões e em segundo lugar fica a Eztec, com R$ 9,97 milhões. Em terceiro está a MRV, com R$ 7,79 milhões. A valorização reflete a melhora nos negócios dessas companhias, que são muito expostas à atividade econômica do País. A receita líquida operacional das empresas no terceiro trimestre foi de R$ 4,2 bilhões, superando os R$ 4 bilhões pelo quarto trimestre consecutivo. Essa barreira dos R$ 4 bilhões não era superada desde dezembro de 2015. O lucro líquido consolidado das companhias, por sua vez, foi positivo nos últimos quatro trimestres, depois de registrar oito prejuízos trimestrais nos últimos 20. O maior resultado consolidado da construção ocorreu no quarto trimestre de 2015, quando o setor lucrou R$ 631 milhões. De olho na rentabilidade, o Retorno sobre o Patrimônio (resultado da divisão do lucro líquido pelo patrimônio líquido) foi de 7,02% na construção no terceiro trimestre de 2019. Este foi o primeiro ROE positivo em 11 trimestres, sendo que a melhor leitura do índice foi a do terceiro trimestre de 2014, com 12,07%. Outro indicador importante é a dívida total líquida, que caiu pelo nono trimestre consecutivo e chegou a R$ 5,28 bilhões, menor valor da amostra desde dezembro de 2014. Com queda nas taxas de juros, 60% das classes média e alta cogitam financiar imóvel Fonte: Estadão Um total de 60% dos brasileiros das classes média e alta estão considerando financiar a aquisição da casa própria após os cortes das taxas de juros vistos ao longo do ano, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto OpinionBox por encomenda da Loft, startup que compra, venda e reforma imóveis. A pesquisa mostrou também que 92% dos brasileiros ainda se sentem mais seguros sendo donos do imóvel. Ou seja, preferem comprar a alugar. Tijolinhos. Entre os principais motivos para a preferência pela compra estão a garantia de um bem para o futuro (20%), construção de patrimônio (20%), independência (17%), construção de família (13%) e investimento de menor risco (12%). A pesquisa foi realizada em outubro e contou com 326 participantes acima de 25 anos, com renda familiar superior a R$ 2.995 por mês. Neste ano, a taxa de juros do financiamento imobiliário caiu de 8,5% ao ano para 7,7%, na média, segundo o Banco Central, ampliando o acesso à moradia para mais compradores. Venda de imóveis cresce 15% no 3º tri, mas Minha Casa preocupa Fonte: Folha de São Paulo, 26 nov. 2019 O mercado imobiliário brasileiro começa a se recuperar. A melhora no volume de lançamentos e de unidades residenciais vendidas no terceiro trimestre deste ano é indicativo de um ciclo consistente de retomada. Esse momento favorável pode ser abalado, segundo o setor, pela redução de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) disponíveis para habitação e o corte nos repasses e subsídios do Minha Casa Minha Vida. O programa ainda responde por mais da metade dos (56,9%) dos lançamentos no terceiro trimestre deste ano. Os indicadores imobiliários divulgados pela Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) nesta segunda (25) mostram um aumento de 23,9% no volume de lançamentos no país no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2018. Nos primeiros nove meses do ano, o número de lançamentos ficou em 82.044 unidades, conforme antecipou o Painel S.A. nesta segunda. Em 2018, entre janeiro e setembro, foram 70.059 lançamentos. Para o presidente da Cbic, José Carlos Martins, os números demonstram consistência na recuperação do setor, que aposta em resultados ainda melhores no trimestre final deste ano. O resultado de vendas do terceiro trimestre também é positivo; a alta é de 15,4%. Foram 32.575 unidades residenciais comercializadas, ante 28.218 no mesmo período em 2018. Ante o trimestre anterior, as vendas caíram 4,9%. Martins diz que a queda é sazonal e já esperada, ocorrendo tradicionalmente nos primeiros e terceiros trimestres de cada ano. Os números são positivos em São Paulo e nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte e Curitiba, por exemplo. Segundo a Cbic, a recuperação chega mais cedo e de modo mais consistente onde a economia depende menos do estado. "São Paulo é quem está puxando o mercado imobiliário, mas outras regiões começam a manter os resultados", afirma o presidente da Cbic. Os números vão bem, mas o financiamento da habitação popular preocupa. O Minha Casa Minha Vida ainda responde por 56,9% dos lançamentos no terceiro trimestre deste ano. A participação é relevante também em São Paulo, onde representa 44% dos lançamentos e 46% das vendas. Crítico da liberação de recursos do FGTS para o estímulo ao consumo, o presidente da Cbic diz que a habitação de médio e alta padrão encontrará outros caminhos para o crédito, mas que o financiamento para os mais pobres ainda precisa de soluções. "Todas as projeções são de otimismo, mas a fonte de financiamento é uma preocupação. Temos certeza de que o mercado de classe média vai embora, vai em frente, mas nos preocupa o orçamento cada vez menor justamente onde se concentra o déficit", diz. Na região Sudeste, que concentra o volume de lançamentos e vendas no país, 9.749 unidades lançadas no terceiro trimestre integram o Minha Casa Minha Vida. Nos demais padrões foram 8.880. Sem interesse de concorrentes, Caixa fica sozinha no sistema de voucher do Minha Casa Fonte: Valor Não vingou a ideia do governo federal de aumentar a concorrência bancária na faixa do Minha Casa Minha Vida (MCMV) que atende as pessoas mais pobres. Nenhum banco privado apareceu na reunião realizada há alguns dias no Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR) para discutir o modelo de operação do novo sistema de voucher que será anunciado em breve, como parte da reformulação do programa habitacional. Sem candidatos a abraçar esse novo modelo, a conclusão do ministério é que só a Caixa Econômica Federal pode ser o agente operador. Ninguém quis. O voucher funcionará como um crédito para beneficiários usarem na compra, construção ou reforma da casa própria. A iniciativa será voltada para famílias com renda mensal de até R$ 1,2 mil, aproximadamente, em cidades com até 50 mil habitantes. Mas a própria Caixa torceu o nariz quando convocada para assumir essa missão. Como o crédito não tem valor elevado, o custo da operação não é bem diluído. Além disso, no passado o sistema de vouchers já foi aplicado em outros programas, mas sem sucesso por conta das dificuldades de fiscalização da aplicação correta dos recursos. Ninguém sabe. O ministério informou que as minutas do novo programa habitacional estão prontas e devem chegar às mãos do presidente Jair Bolsonaro em dezembro. Segundo a pasta, o programa terá novo nome, novas diretrizes e faixas de renda distintas das que existem hoje no MCMV. Do lado dos representantes das construtoras, o clima é de incerteza, pois ainda não foram comunicados formalmente sobre o teor das propostas.

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