JFL emite CRI com lastro em aluguel residencial

Compartilhar

Fonte: Valor, 12 set. 2019 A incorporadora JFL Realty, fundada por Jorge Felipe Lemann e Carolina Burg, captou R$ 78 milhões por meio da emissão de certificados de recebíveis imobiliários (CRI) para financiar um empreendimento residencial em São Paulo voltado à locação. A operação chama a atenção por dois motivos. Um deles é o prazo dos papéis, de 12 anos, bem mais longo que o habitual. O outro é que o lastro vem do fluxo de recebíveis esperado com o aluguel das unidades. A JFL aposta num modelo comum nos Estados Unidos, mas raro no Brasil. A empresa é dona do edifício inteiro e aluga as unidades para quem precisa de moradia temporária, mas de longa duração. É essa receita que vai remunerar os investidores do CRI. No mercado brasileiro, a praxe em projetos para renda - como flats e alguns hotéis - é levantar o empreendimento e vender as unidades de forma fracionada. Cada investidor aluga seu apartamento e assume esse risco. O V-House, empreendimento que deu lastro ao CRI, tem unidades de 36 a 142 metros quadrados e fica na avenida Eusébio Matoso, quase esquina com a Faria Lima, em São Paulo. Os apartamentos são alugados por prazos médios de quatro a oito meses, dependendo do tamanho. A taxa de ocupação gira em torno de 87%. "Vimos que havia uma superdemanda por um CRI de apartamentos residenciais bem localizados", diz Carolina, que fez carreira em empresas do setor imobiliário e trabalhou com Lemann no Brasil Plural. Ela e Pipo, como é conhecido o filho do empresário Jorge Paulo Lemann, foram sócios do banco. A JFL tem outros quatro projetos com o mesmo conceito em desenvolvimento na capital paulista. Um deles, na Vila Olímpia, será concluído neste mês. Os outros dois ficam prontos em 2021. Segundo Carolina, o modelo de financiamento desses empreendimentos ainda está em estudo. Parte deve vir de dívida bancária. O CRI do V-House foi estruturado pela Captalys. Os papéis saíram a uma taxa de IPCA mais 7% ao ano e foram colocados entre investidores qualificados. Antes dessa operação, a incorporadora havia emitido debêntures com prazo de cinco anos para financiar o projeto. O CRI "empacotou" esses papéis. Para Margot Greenman, presidente e cofundadora da Capitalys, a operação foi inusitada tanto pelo modelo de negócios da JFL quanto pelo perfil da emissão. "É um exemplo de várias tendências de modelo internacional de residência e de financiamento", diz. Na avaliação de Margot, a melhora da economia brasileira deve permitir que floresçam modelos alternativos de crédito. "Com juros baixos, investidores começam a aceitar dívidas de longo prazo", afirma. Venda de imóveis em São Paulo em julho tem crescimento acima do esperado Fonte: Estadão, 11 set. 2019 As vendas de imóveis residenciais na cidade de São Paulo cresceram 113% em julho deste ano, em comparação com o mesmo período de 2018, de acordo com a pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) divulgada nesta terça-feira, 10. Foram vendidas 3.284 unidades em 2019, contra 1.542 em 2018. Os números confirmam a tese de que o mercado imobiliário ainda está se reaquecendo depois da crise de 2014. Como o ano passado foi um período de consolidação, 2019 tem sido de aceleração da retomada. "Neste ano, sim, é que está havendo um crescimento acima das expectativas", disse o economista-chefe do Secovi, Celso Petrucci. Mais de 22 mil moradias foram vendidas de janeiro a julho deste ano - durante todo o ano de 2018, foram vendidos pouco menos de 30 mil. O imóveis enquadrados nas condições de financiamento do programa Minha Casa Minha Vida, com produtos de até R$ 240 mil nas metrópoles, representaram 44,6% das vendas (1.467 unidades). Outro grande destaque do mês de julho foram os imóveis de dois dormitórios, com a venda de 2.410 unidades. Para Petrucci, esses dois tipos de imóveis são mercadoria de acesso ao mercado imobiliário a famílias de classe média baixa e classe média Além disso, o economista atribui o reaquecimento do mercado à confiança do empresariado em colocar seu produto à venda e, sobretudo, à aderência dos consumidores de classe média e média alta. No final de agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), anunciou o crescimento de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, resultado acima do esperado que foi puxado para cima, entre outros, pelo setor imobiliário, que registrou crescimento de 2% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Foi a primeira alta depois de 20 quedas consecutivas (o último resultado positivo havia sido no primeiro trimestre de 2014, com avanço de 8,2% em relação a igual período de 2013). Junho atípico - Em compensação, ao comparar as vendas de julho deste ano com o mês anterior, houve uma queda de quase metade das vendas. Isso porque, em um movimento fora da curva, 6.319 imóveis foram vendidos e 9.415 unidades foram lançadas somente em junho. "Aconteceu algum represamento, sem explicação mercadológica, que acabou gerando esse grande número de lançamentos, seguido pelo número de vendas", disse Petrucci. Apesar de a queda das vendas ser de 48%, é comum o mês de julho ser mais fraco em termos de venda por coincidir com o período de férias. Neste ano, não foi diferente, "principalmente porque a base de junho havia apresentado recordes históricos." A capital paulista encerrou julho com um estoque de 23.168 unidades disponíveis para venda, considerando moradias na planta, em obras e recém-construídas. MCMV deve receber este ano R$ 26,2 bi do FGTS Fonte: Valor, 12 set. 2019 O governo pretende liberar até R$ 26,2 bilhões neste ano em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para construir unidades do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) das faixas 1,5 e 2. "É uma medida que o mercado aguarda", disse ao Valor o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto. A assinatura de novos contratos foi autorizada ontem, depois que foi removido um obstáculo: a falta de recursos no Orçamento Geral da União para pagar as subvenções previstas no programa. Para o faixa 1,5, são até R$ 47,5 mil por unidade, e, para o faixa 2, R$ 26 mil. Desse valor, 90% são bancado pelo FGTS, e 10%, pelo Tesouro. A falta desses 10% paralisava as contratações, explicou o ministro. Uma portaria editada nesta semana permitiu que o FGTS cubra até 100% da subvenção. A solução é válida para este ano, mas é possível que seja adotada para 2020, disse o ministro. Do ponto de vista do mutuário das faixas 1,5 e 2, nada muda. O valor do subsídio continuará o mesmo. Apenas a fonte dos recursos será diferente. O ministro frisou ainda que a liberação dos R$ 26,2 bilhões não afetará o FGTS, pois esse montante estava destinado ao programa no orçamento do fundo. O Ministério do Desenvolvimento Regional liberou ontem outros R$ 100 milhões para a faixa 1 do programa, que atende a famílias com renda de até R$ 1.800 por mês. Canuto disse ter recebido sinalização que serão liberados mais recursos para o programa no fim deste mês. O Minha Casa, Minha Vida está em reformulação. Vai trocar de nome, e o desenho do programa deverá ser alterado. A nova versão poderá ser anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro. Demanda por oferta de ações da Trisul já supera em quatro vezes a oferta Fonte: Coluna do Broadcast, 12 set. 2019 A incorporadora Trisul já tem demanda para concluir sua oferta subsequente de ações. A operação deve reabrir a janela de captação no mercado brasileiro, após o fim das férias no hemisfério Norte. A demanda pelos papéis da empresa supera a oferta, neste momento, em mais de quatro vezes. A precificação da ação ocorre hoje, dia 12. A Trisul não comentou.

Temos o imóvel perfeito para você

Rogério Sátiro

Creci 81.361-F

Atendimento: Segunda à Sexta das 9h00 às 18h:00 - Sábado das 9h00 às 13h00

, Vila Mariana, São Paulo - SP